Dear Désirée, now is...
June 27th, and Today you're a different person.
Eu não posso chorar agora, Désirée. Minha mãe ainda quer falar comigo. Depois, eu choro. Por hora, vamos manter segredo.
11:54
Voltei.
Por favor, Désirée. Você pode me fazer um favor? Você pode ter um outro nome por apenas alguns instantes? Você poderia, por mim, por hoje, se chamar Arthur Bernardo Farias Carvalho? Obrigada. Seja meu rei por cinco minutos.
Eu sempre te quis. Mesmo agora, eu te quero. Mais do que nunca. Isso é doentio. Essa obsessão não é normal. Me desculpe se, quando eu pude te ter, não te dei valor. Eu não sabia quem você era pra mim. Eu sabia esse ano. Mas eu fui boba de não perceber que você já não me pertencia. Eu estava disposta a te fazer feliz. Mas eu já não era o que você procurava. O seu silêncio me machucou. O seu ódio me cortou. Eu chorei por você. Eu ainda choro.
Você não era nada pra mim, no começo. Eu aceitei seu pedido por aceitar. E eu ria com você. Eu me divertia. E eu me senti presa. Eu não te quis mais. E então eu te larguei. E fui viver. Vivi. Mas vi que não era engraçado. Não era emocionante. E eu quis voltar pra você. Mas você não entendeu meus sinais. Você não entendeu meu primeiro “Eu te amo”.
E foi aí. Aí que a dor começou. Eu não sei se você começou a me odiar aí. Talvez tenha sido. Mas voc~e voltou pra mim. Mas você brincava comigo. Brincava como eu brinquei contigo. E eu me chateei. Fiquei confusa, e com raiva. Eu te odiei. Eu te disse coisas que não queria dizer. Neguei seus sentimentos. Desculpe-me, eu estava inflada de raiva.
E aí eu tirei você de mim. Estava satisfeita, mas, depois de um tempo, eu vi que eu precisava de você. E eu voltei pra voc~e. eu sei que isso foi sofrido pra você, mas foi pra mim também. Mas você só brincava. E mais, e mais. E você me deu o troco. Você achou vários alguéns melhores que eu. Isso me enlouqueceu, e, mais uma vez, eu fugi. E voltei. E fugi.
Eu achei que ia morrer. Mas aí você voltou pra mim este ano.
Mas eu apenas me iludi, não? Você se foi. Sem nem ao menos me dizer adeus. Você não tem idéia do quanto eu esperei por um adeus. Eu não queria, mas pelo menos teria algo.
Como eu posso esquecer algo que não terminou? Como? Eu sou como a nanami, presa para sempre aqui. Mas essa é a vida real, eu deveria te esquecer. Mas eu te vejo pela manhã, e corro para você me notar. Eu arranjo falsos dramas para puxar papo. Eu tiro conclusões precipitadas se sua namorada não comenta, ou se você escreve algo triste.
Eu ainda espero por voc~e. eu queria te dizer tudo que estou escrevendo aqui. Mas eu não posso. Não vou suportar estragar as coisas como estão agora. Pelo menos agora, você não tem noção da minha humilhação, e eu ainda posso ter sua amizade. Pra mim, não basta para ser feliz, mas basta para manter minha sanidade (quase) intacta.
Eu te amo Arthur. Como eu nunca amei ou vou amar ninguém. Eu não me arrependo de ter te conhecido, pelo contrário. Me arrependo de não ter te guardado. Eu queria me tornar uma com você. Eu queria ter sonhos bobos. Eu queria dormir junto com você. Você foi a história de amor que eu procuro em outra pessoa. Eu não acho resquícios seus em outras pessoas, eu nem os quero. Porque ninguém, nunca, vai substituir você.
Me desculpe se eu te machuquei. Eu achei que não fosse suficiente pra voc~e, mas você sempre foi suficiente pra mim.
Por favor, não me odeie. Não me ignore.
Me machuque a vontade, eu mereço. Mas não me esqueça. Não me dê seu silêncio. Por favor.
Eu te imploro.
Sob minhas lágrimas, eu te imploro. Fiquei do meu lado. Mesmo que me machuque e me corte como milhões de papéis, milhçoes de facas, por mais que doa, fique do meu lado. Eu te quero do meu lado de qualquer maneira.
Eu te amo. Eu te amo. Eu te amo. Eu te amo. Eu te amo. Eu te amo. Só você ouvirá isso de mim verdadeiramente. Eu te amo. Eu te amo. Eu vou te esperar pra sempre. Quando você não tiver ninguém, ou se quiser apenas diversão, eu não me importo. Eu abandono tudo por você. Porque eu sei o quanto você significa. Eu te amo. Eu te amo.
Desculpe Désirée. Tempestade emocional. Mas, me responda, porque a vida tira de mim todos que eu realmente amo?
A vida me tirou meu pai. A vida me tirou a minha alma gêmea. Eu sei, é minha culpa. Sou minha maior inimiga. Eu tirei os dois da minha vida. Porque eu fiz isso? Dói tanto, Désirée. Dói tanto.
June 16th, and I think I'm already dead.
1:30
Ei, Désirée. Será que eu... sou uma... existência morta?
11:12
Bom dia, Désirée. Por favor, não me dê uma bronca, você sabe que não gosto, por mais que esteja de fato errada. Bom, não fui para a escola mesmo. E estou num tremendo clima para músicas lentas e tristes. Não sei por quê. Mas, para te ser sincera, não estou triste. E nem alegre. Mas quero ouvir músicas tristes. Por favor, não responda àquela pergunta que lhe fiz outrora, se me acha estranha, porque depois dessa pequena conversa, sei que dirá que sim. E continuará dizendo.
Bom, o que falávamos ontem, digo, hoje? Existência morta... Pode ser.
Sim, eu estou sendo influenciada por uma história, mas...
4:26
Desculpe abandoná-la este imenso meio-tempo. Segui seu conselho, e fui para a escola. Agora me peguei pensando em você ao ver uma lista de comunidades. Parece bobo, mas algumas me influenciam. Não sei se são palavras originais ou copiadas, de quem quer que seja, são palavras sinceras, algumas eu sei que são. Sem intenção de fama, sem intenção de status, apenas são...
Eu, esta manhã, estava te questionando sobre uma existência morta, mas não lhe expliquei o que exatamente quis dizer. Não menciono cadáveres. Menciono pessoas esquecidas. Acho que não existe nada mais triste que uma existência esquecida, uma existência que, mesmo vivendo, sabe que não está ali. Porque simplesmente os outros ao redor não a enxergam, não a consideram. Eu preferia morrer a viver esquecida, e acabei percebendo: este é meu verdadeiro medo.
Não é à toa que eu vivo dizendo para mim: “eu quero provar minha existência”. Sou meio frágil quanto a isso. Aliás, quem não é? As pessoas tentam se provar a cada segundo. Não importa se por um instante, por um tempo em vida ou para sempre nas memórias, as pessoas têm necessidade de se provar. Realmente, alguém “morto”, por assim dizer, é alguém triste.
Eu já fui alguém morto.
E então provei da minha própria existência.
Eu me achava feliz quando era morta. Não via necessidade em laços, em festas, em amores. E então, as pessoas vieram de mansinho, me conquistando sem que eu mesma reparasse. E eu não reparei quando deixei de ser morta e recebi um pequenino sopro da vida. Eu não tinha noção de que era importante, porque nunca havia provado ser um ninguém. Eu era um ninguém. Mas era um ninguém sem experiência. Eu jamais havia sido um novo ninguém, um morto depois de viver.
E foi então que fui obrigada à ir. Eu sempre havia sido desapegada. Mas isso porque eu era morta. E agora, que estava viva, e teria de morrer?
De criança que fui, acreditei que não poderia morrer. Que tudo seria normal.
De certa forma, foi. Alguns laços continuaram. Novos laços foram criados, numa rapidez inacreditável. Que mundo maravilhoso, esse das crianças. Talvez, se me perguntassem, eu diria que gostaria mais de ser menina que mulher.
E aí, para minha surpresa, percebi que tinha importância. E aquilo foi da maior felicidade para mim. Ver aquela pequena e particular multidão, que tinham olhos brilhantes de tamanha ansiedade, os gritos ao perceber minha humilde e tímida presença. Eu era importante. Ali, soube disso. Não soube disso até aquele momento. Mas o momento tinha ido, eu tinha de voltar para meu outro mundo.
E, durante um tempo, eu continuei presente no meu antigo mundo.
Até que ele se esvaiu.
Pessoas brigavam, pessoas se afastavam, pessoas eram substituídas e sentimentos eram abandonados. Quando todos percebemos, aquele mundo era partilhado apenas na memória, e nada mais. Memórias de infância, com pessoas que seriam apagadas pelo tempo.
Eu comecei a me questionar .
5:24
Eu comecei a pensar: até quando vai nossa existência? Quanto tempo ela dura? Onde a minha existência ainda existe? E, nesse lugar, até onde ela existirá?
Não são questões fáceis de se enfrentar. Mas eu me esqueci. Esqueci delas. Porque, novamente eu tinha um outro mundo. E eu comecei a cobiçar. Comecei a perceber que aqueles desejados têm uma existência mais profunda e duradoura. E então eu comecei a abandonar meu mundo para buscar aquele outro mundo.
Eu não sei exatamente se foi aí que eu comecei a me perder. Talvez tenha sido. Talvez o meu novo mundo estivesse apenas se esvaindo, como o anterior. Então... será que nenhum mundo dura para sempre?
Mas, ainda assim, ainda cega pela cobiça, eu não percebia que tinha o que eu queria. Mas eu ainda tinha. Eu ainda era viva.
E então, mais uma vez, me vi obrigada a mudar de mundo. E eu chorei. Não eram mundos tão distantes, eram paralelos, mas quase transversais. Mas, ainda assim, eu estava perdendo um outro mundo.
E me vi num outro mundo, desconhecido, em que eu era obrigada a formar laços com outras existências que antes eu ignorava. Mas apareciam anjos e me salvavam daquilo. Troquei de mundo 3 vezes neste ano. Mundos paralelos e transversais, que me pareciam longínquos por muitas vezes.
E eu me vi sendo obrigada a mudar. Mais uma vez. Eu não queria.
Eu, na verdade, tinha um sonho. Eu buscava um mundo num lugar. Eu cheguei tão perto de realizá-lo. Mas ele fugiu por entre meus dedos, como água. Eu podia fechar minha mão e aquela água formaria uma pequenina lagoa em minhas mãos, mas, inevitavelmente, ela escorria pelas frestas de minhas mãos.
Fui obrigada a ir a um lugar que não deseja buscar mundos. Mas um mundo me encontrou. Pessoas que outrora riam de mim, agora riam comigo. Era surpreendente e feliz ao mesmo tempo para mim. Eu, mais uma vez, estava provando um novo sopro de vida. Agora, eu tinha noção do quanto aquilo era importante, o quanto aquilo aquecia meu coração. Aquilo era felicidade; um chocolate quente e uma coberta no inverno, um casaco na chuva, uma luz no escuro, um abraço na solidão, uma outra existência na tristeza. Ali, eu entendia.
Mas a sociedade e as convenções são meio implicantes, às vezes. E dessa vez eu me vi obrigada por mim mesma a trocar de mundo. E, em meio piscar de olhos, eu não tinha abraços. Nada de abraços na escola. Nada de abraços fora da escola. Nada de abraços em casa. Eu tinha lágrimas. Eu tinha frio. E nenhum abraço.
Por algum tempo, eu tive um abraço provisório. Eu tive um abraço, o abraço mais importante de todos que aparecia em meio à minha terrível escuridão, como um sol brilhante. Era um abraço muitas vezes instável, e eu era egoísta de aceitá-lo. Mas eu precisava daquele abraço.
Mas a minha mente doentia, que agora se transformava num redemoinho confuso de histórias e sentimentos rejeitava aquele abraço. Não era de propósito, eu apenas não pensava. Porque eu não tinha outros abraços, eu descontava no único abraço que me restava. Eu ainda me arrependo de descontar naquele único abraço, porque, um dia, eu busquei aqueles braços. Mas, não para minha surpresa, eles estavam fechados.
Talvez eles estivessem ficando mais fechados ao longo do tempo, mas eu confundia aquilo com um abraço mais apertado. Sempre fui ingênua, você sabe.
E tive de recomeçar do zero. Consegui reconquistar abraços em casa. Abraços fora de casa. Abraços na esquina, abraços em outros bairros, eu participava de novos mundos. Agora, eu pertencia muitos mundos, mas nenhum deles me abraçava. E eu estive constantemente procurando abraços desde então.
Desculpe-me por estar sentimental assim hoje, eu, na verdade, não tenho nenhum motivo especial. Apenas gosto de filosofar com você.
E bom, para não te deixar a apenas imaginar uma conclusão, embora não exista uma muito bem, eu deixei minha cobiça para trás. Demorou, e muito para entender. Talvez eu me perca mais algumas vezes no meu caminho e ela volte. Mas, por enquanto, tenho consciência de mim. E dos meus abraços que eu guardo num pote de outro no fundo do coração. E dos abraços que eu espero vir. E dos abraços que eu dou de bom grado.
June 15th, and I'm kinda random.
9:27
Sabe Désirée, ontem eu tinha muitas idéias para te contar, muitos conceitos para filosofar. Mas eu fui dormir. E hoje não tenho nenhum. Talvez tenha algum mais tarde.
Hoje estou aqui de menina boba que sou tentando um linguajar bonito. Sei que não consigo por muito tempo, perdoe-me. Só quero parecer bem na frente de uma aristocrata, digo, você. Ok, não devo fantasiar, devo manter na minha cabeça que você é uma página vazia do Word. Mas sabe, é mais fácil me abrir e contar as baboseiras se eu imaginar que realmente escrevo a uma amiga. Isso me lembrou que nunca escrevi uma carta, apesar de querer muito, mas novamente estou divagando. Gosto dessa palavra, divagar. Não gosto do ato, embora o faça a todo momento.
Você deve estar se perguntando por que estou em casa. Sabe, o Cazé terminou a aula cedo, e como sou uma assídua dorminhoca e experiente matadora de aula, vim para casa. Não falei sobre a prova. Não tenho coragem. Sou muito covarde. Mas e daí, sou assim, sempre serei. Embora as pessoas falem a todo o momento em mudar, elas não o fazem. E raramente esperam que alguém mude. Elas tentam, mas se acomodar é melhor. E eu sou acomodada, você sabe.
Desculpe-me. Esqueci o que falava. Fui olhar o Sartorialist. Voltando: sinto cheiro de amizade duradoura.
Aposto que nunca te contei sobre a Carol, a nova Carol. Talvez porque você tenha nascido ontem, não? Pois hoje contarei. Ela era da noite, e apareceu em nossa classe sem que ninguém esperasse. Sinceramente, tive ciúmes no começo, porque no primeiro dia que ela se transferiu, eu não estava, de forma que no dia seguinte, ela já tinha amizade com as meninas. Isso me chateou. Sabe, sou insegura. Eu, sinceramente, não me sinto incluída em nenhum grupo. Nenhum. Só o do #YaoiRevolution, por isso tenho tanto apreço à elas.
Voltando: ela é muito legal. Sabe o quanto é raro mostrar uma música para alguém e ela conhecer? Digo, conhecendo meu gosto duvidoso? Nós gostamos de tatuagens, piercings, livros, músicas diferentes, coisas diferentes, nós fazemos viagens que muita gente não acompanha.
Mas vou ser sincera: ela tem algo a mais que eu. Algo que eu invejo, que eu desejo. Mas de forma alguma me sinto mal por ela possuir: me sinto feliz. Ela tem a habilidade de trazer as pessoas para perto. Eu sempre quis isso. Gostaria que ela me ensinasse.
Sabe, Désirée, tenho mesmo que parar de divagar, são 12:17pm, e eu terminei de escrever. Nesse meio tempo li textos, procurei músicas, reativei contas, li registros, conversei, fiz descobertas, troquei meu jeito.
Eu pensei num nome para você, espero que goste. Talvez não lhe agrade, porque sinceramente é uma junção de nomes. Mas me soa bonito. Talvez não, me diga você, sou apenas uma plebéia sonhando com uma coroa. O que acha de Désirée Charlotte Maxinne Beau? Bom, responda-me mais tarde, Désirée. Mas, lhe peço que pense com carinho, afinal, sua companheira aqui, de leiga que é, não entende estes assuntos. Mas saiba que ela lhe tem grande apreço. Até mais, Désirée.
12:36
Olá Désirée. Estou de volta. Desculpe-me, passaram-se apenas... 19 minutos? Bom, não é muito, mas para o bem de minha sanidade mental, prefiro deixar-te aqui à minha espera. Sinto muito, mas você é incrivelmente mais importante para mim do que achei que seria. E ainda é nosso segundo encontro! Sente-se importante? Deveria. Até você tem algo que anseio, te contei.
Mas ainda não te contei sobre minha mais nova aventura, que honestamente ocorre desde 5 minutos depois d’eu começar a falar contigo, e esta batalha vem sendo travada desde então.
Eu sou uma completa criança ou não? Eu digo que sim. Ele diz que não. Talvez ele não saiba o que diz. Ou talvez seja eu. Quem está certo e errado? Ou estamos, os dois, ambos certos e errados? Aliás, o que é certo? O que é errado? Quem disse, quem ditou o que é certo e o que é errado? E porque todos acreditaram nisso?
Não sei se acredito. Digo, é difícil não acreditar em certas coisas, porque vivo numa sociedade que adota padrões desde um tempo ancião. Mas não confio nela plenamente. Gosto de questioná-la, gosto de reinventá-la em minha mente doentia e fantasiosa –que se cerca de divagações infundadas, teorias e anomalias. Uma vez, não lembro-me onde, li que “A escola existe não para dar respostar, mas para instigar perguntas”. Eu achei isso genial. Mas não somente a escola. Valem os amigos, a família, os professores, os chefes, os subordinados, os cachorros, gatos e papagaios. A sua mente, principalmente. Talvez esse seja o início de uma sociedade promissoramente boa. Desculpe-me Désirée se minhas palavras erradas te incomodam, eu não tenho muito vocabulário. Já tive mais, pena que abandonei por este vício da internet.
Daqui a pouco volto, e conversaremos mais. Não me sinto inspirada nem no humor no momento, desculpe-me por alugá-la inutilmente. Mas, você sabe que eu sou assim mesmo.
10:17
Voltei, Désirée. Dessa vez, demorei um bocado, mas isso porque tirei um longo cochilo. Nada me atrapalhou, nem o jogo do Brasil. Na verdade, não me interesso muito pela copa. Bom, Daqui a pouco volto para conversar, ainda estou sonolenta. Você sabe que não penso nada interessante quando estou assim, fazer o quê.
11:30
Uma pequena volta. Desculpe estar tão avoada e sem papo hoje. Concordo, estou inteiramente desinteressante. Mas... uma pergunta: Qual a diferença entre Shugo Chara Party, Shugo Chara Dokki Dokki, Shugo Chara Pucchi Pucchi e Shugo Chara Encode?
De qualquer maneira, só quero ver meu Ikuto.
Você... Me acha estranha por gostar de alguém 2D?
June 14th, and I wanna know what love means.
23:25
É tão detestável assim gostar de alguém? Me pergunto porque o amor dói. E me pergunto porque a falta dele parece doer mais ainda. Como podemos sentir falta de algo que não entendemos e que muitos nunca terão?
Amor. Talvez isso seja odioso. Sabe, você, que sofre por amor, você é feliz. Nunca feche seu coração, nunca!
Eu ainda não me entendo. Talvez devesse ser menos desesperada. Talvez devesse perder de vez a fé nisso tudo. Sabe, talvez eu não seja comum. Ou talvez seja comum até demais. Senão, de que outra forma eu teria um sonho tão esquisito?
Sabem, homens vivem de aventuras. Mulheres vivem de amor. Mas eu, que sou meio-termo, vivo dos dois, procuro os dois, anseio pelos dois, sou consumida por eles. Ao contrário de todas as meninas-mulheres que conheço, eu não anseio por um amor da vida inteira. Nem pelo meu verdadeiro amor. Acho errado as pessoas acharem que o “sim” ou o “não”, que o “para sempre” ou “nunca mais”. Isso é preto e branco demais para mim. Eu era cinza. Costumava ser cinza, nunca nasci preto e branco. Hoje tenho cores. Muitas cores. Minhas cores me cegam, talvez seja daltônica. Ou simplesmente incomum. Talvez insana. Assim, de que outra maneira faria um mini-diário? Digo, no computador. E depois de velha, convenhamos. Não sou nenhuma garotinha, mas também não sou mulher. Será que ainda posso acreditar em sonhos? Ou talvez eu venha acreditando neles demais? Mistério.
Nada de divagar, de volta ao assunto. Pessoas não vivem sem amor. Não importa amor à que. Mulheres, com toda certeza, vivem de amor pelo seu par. Mas... O que eu quero, afinal?
Eu não quero um príncipe. Não quero buquês de flores, nem carinho na cabeça. Não quero alianças, não quero o mesmo alguém por 40 anos. Mas também não quero viver sozinha. E ao mesmo tempo, não quero monotonia.
Por incrível –ou não- que pareça, eu quero aventuras. Aventuras de amor.
Quero dormir com alguém sem perceber, e acordar assustada. Quero fugir de casa. Quero um homem-menino que me faça sentir nervosismo, calor e ódio. E amor. Quero meu garoto mau com coração de garoto bom, que morda minha orelha só pra me deixar vermelha, que ature meus gritos e socos, que me jogue num sofá, me prenda com as pernas e me encare.
Quero alguém que me consuma, por dentro e por fora. Quero alguém que desperte meu desejo, e que me deixe furiosa e angustiada. Quero “querer” o gato, não “ser” o gato. Estou farta de ser o gato. Meus atos não condizem com minhas vontades. Porque? Porque é difícil assim?
Quero ter a história de amor não perfeitamente doce, sabe. Não sou masoquista, mas gosto da dor de amar. Gosto de sentir que posso perder alguém. Gosto de pertencer à alguém, e sentir que tenho que chegar à altura dele.
Quero uma história que me faça chorar mesmo que tenha encontrado alguém para morrer comigo. Quero alguém que grude em mim, como se fôssemos um. Quero chorar por um cheiro, quero abandonar convenções.
Quero, mais que tudo, desesperadamente, que alguém ouça meus sonhos. Que descubra meus sonhos, que se interesse por meus sonhos. Quero descobrir os sonhos desse alguém, quero ser parte do sonho desse alguém, quero me encaixar na vida e no ser desse alguém. Nem que por uma semana.
Quero que durmam sempre virado para mim, quero que me apóie nas coisas erradas, mas quero que vá até o fim comigo. Quero que me deixe uma memória-herança. Quero realizar e partilhar sonhos.
Quero alguém que suma e me deixe preocupada, mas quando eu quiser chorar de medo, e me encolher, virar uma bolinhas, que apareça. E me abrace. Não quero palavras, quero gestos.
Afinal, é tudo sobre isso, não? Sonhos. Pessoas não existem sem sonhos. Pessoas sem sonhos não existem. Essa é a grande verdade da vida. A questão, é se eu estou sonhando muito alto. Talvez esteja. Vai saber.
Se vou continuar, talvez devesse te dar um nome. Kitty é plágio. Nana? Caroline? Alice? Joanne? Carolinne? Quem é você? Quais dessas são você? Ah, desculpe. Estou falando de mim. Que tal... Charlotte? Ou Désirée? Talvez Maxine. Désirée. Sou nome é Désirée. Prazer em conhecê-la.
July 3rd, and I shouldn't show you off.
Você, Désirée, que é meu maior segredo. Você, que é minha confidente, minha amiga, minha ouvinte e leitora. Você, que aparece do nada. Eu não deveria te mostrar. Nunca. Nunca mesmo. Você guarda meus medos, pensamentos e sentimentos. Guarda meus anseios, meus amores, minhas traições e esperanças. Por quê eu te revelo agora? Não sei. Você, que me conhece melhor que ninguém deve saber a resposta. Pena que você é apenas ouvinte.Eu queria uma resposta sua.
Esse não é o início, então, será tudo um pequeno flashback. E aí, de volta à hoje.
Não me culpem. Sempre fui assim. Esquisita.
Eu lhes apresento, com um oração pesaroso, pulsante e impulsivo, Désirée Charlotte Maxinne de Beau.
Esse não é o início, então, será tudo um pequeno flashback. E aí, de volta à hoje.
Não me culpem. Sempre fui assim. Esquisita.
Eu lhes apresento, com um oração pesaroso, pulsante e impulsivo, Désirée Charlotte Maxinne de Beau.
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